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Progressiva sem formol: o que é legal vender em 2026

Só é permitido alisar com os ativos que constam da lista da Anvisa, e o formol não é um deles. “Sem formol” no rótulo também não garante que o produto seja regular: houve alisante rotulado assim usando ácido glioxílico, que não é autorizado para alisamento. Quem revende produto irregular responde junto — então vale saber conferir.

O que a Anvisa permite para alisar

A orientação da Anvisa sobre alisantes, com base na Instrução Normativa nº 124/2022, lista os ativos permitidos:

  • ácido tioglicólico e seus sais
  • ésteres do ácido tioglicólico
  • hidróxido de sódio, de potássio, de lítio e de guanidina
  • sulfitos e bissulfitos inorgânicos
  • pirogalol

A lista é fechada. Ativo que não está nela não pode ser usado com a finalidade de alisar ou ondular.

Onde o formol entra — e onde não entra

O formol tem uso permitido em cosmético, mas não para alisar. Ele é autorizado como conservante, em concentração de até 0,2%, e como endurecedor de unhas, até 5%. Qualquer uso como alisante está fora da norma, independentemente da concentração.

O caso do ácido glioxílico

Este é o ponto que pegou muita gente. O ácido glioxílico passou a ser usado em produtos vendidos como “progressiva sem formol”, e a leitura natural do lojista foi: sem formol, então está tudo certo.

Não está. O ácido glioxílico não consta da lista de ativos permitidos para alisamento, e a Anvisa publicou o Informe de Segurança GGMON nº 03/2025 tratando de notificações associadas a alisantes. A regra, portanto, é a mesma de sempre: o que vale é o registro do produto, não a frase do rótulo.

Como conferir antes de comprar

Três verificações resolvem quase todos os casos:

  1. Procure o número de registro ou notificação na Anvisa, que deve estar no rótulo, e confirme na consulta pública do órgão.
  2. Leia a composição, não a chamada da embalagem. O ativo de alisamento aparece na lista de ingredientes.
  3. Peça a documentação ao fornecedor. Distribuidora que trabalha com produto regularizado tem isso à mão e não se incomoda com a pergunta.

O risco de quem revende

Revender produto irregular não é problema só do fabricante. A mercadoria está no seu estoque, sai com a sua nota e chega ao consumidor pela sua mão. Em uma fiscalização, quem está com o produto responde.

Há ainda o risco comercial, que costuma doer antes: cliente que teve problema com um produto não volta ao salão para reclamar do fabricante. Ele para de voltar.

O que fazer com o estoque em dúvida

Separe, não venda e procure o fornecedor com o número de lote em mãos. Se o produto for irregular, a devolução é o caminho — e é mais um motivo para comprar de quem emite nota: sem NF-e não há como comprovar a origem nem devolver.

Este texto descreve a norma vigente e o procedimento de conferência. A responsabilidade sanitária pela composição, pela segurança e pelas alegações de cada produto é do fabricante, e consta do registro dele na Anvisa.


Preço de atacado é para quem revende. Ele não fica exposto na internet aberta porque o preço que sustenta a sua margem não pode estar à vista do seu cliente final. O catálogo da TBA é aberto — você vê os produtos sem cadastro; a tabela aparece depois que o CNPJ é aprovado.